A luta das mulheres no Brasil ontem e hoje

Publicado em
A luta das mulheres no Brasil ontem e hoje
Imagem: Freepik

Hoje é o dia internacional das mulheres. A data foi estabelecida pela ONU em 1975 e representa uma série de movimentos que lutaram por melhores condições de salário e direitos igualitários entre gêneros. Quase 50 anos depois, muita coisa vem mudando para elas, mas ainda há uma longa jornada até atingirmos uma plena igualdade de direitos e condições de trabalho.

A data tem dois lados: Ao mesmo tempo que reforça a importância e necessidade da luta, celebra e comemora os direitos já adquiridos e as mudanças sociais ocorridas do século XIX para cá. E não é pouca coisa, especialmente quando falamos de Brasil:

Essas são apenas algumas das conquistas delas na lei, ainda há muitas outras no dia a dia. Hoje temos muitas mulheres empreendendo, liderando cargos estratégicos e muito mais. Essa semana, convidamos algumas das nossas mais célebres associadas para falar mais sobre sua história e carreira. 

1827 – meninas ganham o direito de frequentar a escola. 

1879 – Mulheres ganham o direito de frequentar a faculdade. Em 2019, 25% das mulheres no país ingressam nas universidades, enquanto o número de homens é apenas 18%

Fonte: Relatório Education of Glance 2019, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

1932 – Mulheres ganham direito ao voto, algo que já vinham requisitando desde a Constituinte de 1891, ou seja, 41 anos de luta até poderem votar

1962 – Mulheres ganham uma certa liberdade financeira com a Lei nº 4.212/1962. A lei mudava a dinâmica que impedia que mulheres casadas pudessem trabalhar sem a autorização do marido e ainda dava direito à herança e à chance de pedir a guarda dos filhos em casos de separação.

1974 – Mulheres ganham o direito de poder ter cartão de crédito. Até então, era comum que os bancos só liberassem cartões e empréstimos para homens. Já mulheres solteiras ou divorciadas que solicitassem um cartão de crédito ou empréstimo eram obrigadas a levar um homem (como o pai ou um irmão) para assinar o contrato.

1977 – Mulheres passam a poder se divorciar

1979 – Mulheres passam a poder jogar futebol. Desde o governo Vargas (na década de 40) as mulheres não podiam praticar esportes incompatíveis com as “condições de sua natureza”, pois isso feria a chamada “natureza feminina”

1985 – É criada a primeira delegacia da mulher

1988 – A constituição passa a entender as mulheres como iguais aos homens. Apenas 34 anos atrás.

2002 – Essa é bizarra: Até 2002, havia um artigo que permitia que um homem solicitasse a anulação do seu casamento caso descobrisse que a esposa não era virgem antes do matrimônio.

2006 – Criada a lei maria da penha, para proteger mulheres da violência doméstica.

2015 – A constituição federal passa a entender feminicídio como um crime de homicídio

2018 – Criada a Lei nº 13.718/2018, que caracteriza o assédio como crime. Apesar de valer para todos os gêneros, a lei ganha destaque na luta feminista visto que são elas a mais sofrer com o problema. Para que se tenha uma ideia, de acordo com o Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva (2019), 97% das mulheres já sofreram assédio no transporte público.

Essas são apenas algumas das conquistas delas na lei, ainda há muitas outras no dia a dia. Hoje temos muitas mulheres empreendendo, liderando cargos estratégicos e muito mais. Essa semana, convidamos algumas de nossas associadas para falar mais sobre sua história e carreira.

Lívia Carolina, Diretora de Operações da AB2L

Sou advogada e mediadora e conhecer o ecossistema da AB2L foi a resposta para vários questionamentos profissionais. Fico feliz em apoiar a transformação do direito através das lawtechs, trabalhando em conjunto para que o ambiente regulatório seja favorável a inovação e que a sociedade se beneficie de uma nova experiência de justiça através de dados, tecnologia e foco nas necessidades do ser humano

Priscila Faria, Head Comercial da EasyJur Software Jurídico

A EasyJur nasceu devido a um ocorrido por perda de prazo de um advogado, nosso Ceo perdeu a casa onde morava, pois a mesma foi vendida para mais de uma família. Comecei a trabalhar como vendedora hoje sou Head comercial guiando uma equipe de 20 pessoas no momento, meu maior desafio e auxiliar minha equipe no crescimento de cada um. Vejo um direito e justiça acessível a todos e com muita tecnologia

Andrea Maia, Sócia fundadora da Mediar360

O sonho da Mediar 360 começou em 2011, quando conheci a mediação  e decidi largar a segurança do trabalho em uma grande empresa para  fundar a Mediar 360! Foi um grande desafio pois não se falava muito sobre mediação na época. O futuro do direito está na união da capacidade de escolha da ferramenta mais adequada de resolução de conflitos, na colaboração e na tecnologia.

Camila Frederico Mortati, sócia da EHTS

Me graduei em Ciência da Computação pela UEL e Mestre em Engenharia pela Unicamp. Hoje sou sócia da EHTS, legaltech que, há 8 anos, alia alto desempenho, redução de custos, análise de dados e tecnologia, gerando soluções inovadoras para problemas jurídicos convencionais. Como desafio profissional vejo a área do direito muito fechada para inovação e utilização de análises estatísticas e matemáticas.

Regina Acutu, CEO e Co-fundadora da Verifact

Fui eleita Top 50 women in cybersecurity Latam 2021, gosto muito de pensar na experiência do usuário e sou faixa verde em aikido. A Verifact surgiu por uma demanda pessoal, que mostrou ser demanda de mercado: como comprovar que o fato na internet existiu, de forma ágil, robusta e com validade jurídica? Foi aí que criamos a ferramenta de coleta de provas digitais. O uso de novas tecnologias já é realidade no meio judiciário. 

Michelle Morcos, CEO e Co-fundadora da JUSTTO

A JUSTTO começou em 2012 e foi uma das legaltechs pioneiras no mercado brasileiro, principalmente na área de ODR. Nosso principal desafio foi justamente construir um produto e vender tecnologia em um mercado resistente a ela, pivotando o modelo de negócio até encontrar uma forma escalável de crescer. Sempre gostei de seguir o caminho menos óbvio, sempre tentando fazer as coisas de forma diferente. 

Aline Deparis, CEO da Privacy Tools

Analista de Sistemas por formação e somando mais de 15 anos de experiência no setor de TI, fui presidente da Assespro-RS (2019/2020) e do CETI-RS (Conselho das Entidades de TI do RS) e hoje sou uma atual membro do Conselho Fiscal do Icolab. Desde de criança tive curiosidade de saber como as coisas eram criadas e funcionavam, e ali começou meu amor por tecnologia. Vivo antenada nas tendências e inovação, e assim nasceu a Privacy Tools, a maior plataforma de Gestão para Privacidade e Proteção de Dados Pessoais.

Mariana Galvão, Fundadora e co-CEO concilie online

A Concilie Online é a primeira plataforma de conciliação e mediação online do Brasil! Auxiliamos empresas, pessoas e instruções públicas a solucionarem suas questões com autonomia.  Nossa missão é promover tecnologia e diálogo em favor de acordos e maior paz social.

Marcela Carvalho, Co-fundadora da IViJur

A IViJur é uma lawtech fundada em 2020 por três mulheres advogadas, com o objetivo de revolucionar a comunicação no mundo jurídico.  Fruto de um Hackathon, a startup acredita no poder da inovação aplicado ao (já não tradicional) mercado jurídico.

Gisele Ueno, fundadora da Hi-LAW co-fundadora da Brainlaw

Fui advogada corporativa por mais de 10 anos e em 2017, depois de uma temporada no Vale do Silício estudando o mercado de lawtechs voltei ao Brasil com o modelo de negócio totalmente voltado para apoiar advogados em projetos de transformação digital. Hoje unindo Design e Direito estou à frente da Hi-LAW, uma Agência de Inovação Jurídica, executando projetos de implantação de tecnologia e legal des

Andressa Barros, CEO da Fragata e Antunes Advogados

Iniciei minha carreira no Fragata e Antunes em 2022. Cresci aqui e me tornei sócia. EM 2013 recebi um convite para pilotar um projeto em outro escirtório de grande porte e lá assumi a gestão da controladoria nacional,  desenvolvendo várias soluções tecnológicas para a gestão do contecioso. Em 2020 fui convidada retornar ao Fragata e assumi a banca como CEO. Uma das poucas mulheres nesta posição.

Monica Escanho, Diretora Jurídica da Heineken Brasil

A história da HEINEKEN se iniciou em 1864, quando Gerard Heineken adquiriu uma pequena cervejaria em Amsterdã, no coração da Holanda. Estou na empresa há 24 anos e atualmente, como diretora jurídica, sou responsável pelo contencioso. Meu maior desafio é reduzir o passivo e prevenir o futuro. A ideia é utilizar ferramentas tecnológicas para o atingimento desta meta.

Simone Rodrigues de Lima, Fundadora e CEO da Litive

A Litive nasceu em 2019, após um período em que as advogadas Simone e Sabrina atuavam na realização de apoio jurídico aos escritórios, a demanda foi crescente, dessa forma foi necessária à digitalização da empresa. Enxergamos um potencial gigante no mercado jurídico para informatização dos processos e execução de serviços, tornando a tecnologia um aliado e facilitador através das Lawtechs.

Lillian Toledo, Analista de Politicas Públicas do Sebrae

O Sebrae é entidade  nacional que trabalha desde 1972 em prol do empreendedorismo. Minha atuação é focada em políticas públicas que ampliem o acesso à Justiça e meu principal desafio é promover a desjudicialização de conflitos empresariais. Vejo o futuro do direito, da justiça e das lawtechs atrelado ao uso da jurimetria, tecnologia e linguagem simples como propulsores da advocacia e Judiciário.

Juliana Barbiero, CEO & Fundadora da Lexly Brazil

Em março de 2020 iniciei o desenvolvimento da Lexly Brasil com o objetivo de facilitar o acesso ao direito a todos os cidadãos brasileiros. Como não sou formada em Direito e nunca trabalhei na área, acredito que o principal desafio que tenho tido nessa jornada é dar luz aos anseios e necessidades de consumidores como eu para os profissionais da área do Direito, trazendo uma nova perspectiva.

COMPARTILHAR
VEJA TAMBÉM
Inteligência artificial e Jurimetria: como a tecnologia influencia no Direito?

Inteligência artificial e Jurimetria: como a tecnologia influencia no Direito?

O fim do software jurídico no Brasil, por Vinícius Marques

O fim do software jurídico no Brasil, por Vinícius Marques

Assessorando negócios com startups

Assessorando negócios com startups

Metaverso será a próxima onda das ODRs? Uma disrupção sem fronteiras

Metaverso será a próxima onda das ODRs? Uma disrupção sem fronteiras

Decreto 11.129/22 e o programa de integridade nas empresas – o que muda?

Decreto 11.129/22 e o programa de integridade nas empresas - o que muda?

Quais são as habilidades do advogado do futuro?

Quais são as habilidades do advogado do futuro?

UNIÃO ESTÁVEL NO METAVERSO?

UNIÃO ESTÁVEL NO METAVERSO?

Como se darão as conexões no Metaverso (Em suas mais variadas searas)  

Como se darão as conexões no Metaverso (Em suas mais variadas searas)  

EMPRESAS ALIADAS

Receba nossa Newsletter

Nossas novidades direto em sua caixa de entrada.