Por que o benchmarking é essencial para os Departamentos Jurídicos?

Em um mundo cada vez mais acelerado, estar sintonizado com o mercado garante um importante diferencial competitivo na hora dos resultados
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Por que o benchmarking é essencial para os Departamentos Jurídicos?
Imagem: Pixabay

Texto de Paulo Samico, Legal Counsel da Mondelez International, exclusivo do Observatório AB2L

Pode parecer estranho que, ainda em 2022, seja necessário justificar a importância do benchmarking para os Departamentos Jurídicos. Infelizmente alguns advogados internos ainda possuem um certo receio em falar sobre suas experiências e dar opiniões sobre determinado serviço ou produto que usou. E precisamos refletir sobre isso.

Fazer benchmarking permite sintonizar os profissionais com as boas práticas do setor, permitindo alcançar padrões de qualidade em um rápido período de tempo, baseado no aprendizado – erros e acertos – de quem já tem experiência em uma determinada atividade ou assunto. É uma ferramenta que garante o exercício do pragmatismo, ou seja, de ver as coisas como elas realmente são.

Comparar processos, procedimentos, ferramentas e formas de conduzir determinados assuntos é o objetivo do DEPJUR, grupo de Departamentos Jurídicos que reúne associados e representantes de empresas associadas da AB2L. O único objetivo do DEPJUR é trocar conhecimento. Não falamos sobre qualquer assunto sensível aos setores que advogamos. Nosso compromisso no grupo é puramente um ajudar ao outro e aprendermos todos os dias com quem tem experiência. Trata-se da busca do aperfeiçoamento contínuo, do alto rendimento e uma performance inédita dos nossos resultados.

Neste breve texto, reunimos 5 razões dos motivos pelos quais julgamos que a prática do benchmarking é importante aos Departamentos Jurídicos. São elas:

  1. Tomada de decisão eficiente: fazer benchmarking constante com pessoas mais experientes permite identificar áreas de atenção na hora da tomada de decisão. Seja na mudança de um processo, na troca de um fornecedor ou até mesmo na aquisição de uma ferramenta. Troque com seus colegas e busque saber quem já passou pelo desafio, sempre!
  2. Objetivos de negócio mais concretos: é importante ter o pé no chão. Desenvolver uma estratégia inovadora é muito bom quando se quer demonstrar disrupção e progressismo. Mas… Se é um novo projeto, como estabelecer medidas de sucesso razoáveis, factíveis, concretas? Como monitorar o progresso e a medição de algo que você nunca fez? A resposta é uma só: benchmarking.
  3. Inovação como princípio: novas oportunidades sustentáveis de crescimento só são descobertas quando se dá uma chance à inovação. E fazer benchmarking permite identificar e conhecer essas novas formas de atuação. A partir da troca, áreas de oportunidade são exploradas e o profissional passa a refletir sobre as novas formas de entregar os resultados. Dê um basta no “nós sempre fizemos assim”.
  4. Atitude de dono: a prática de benchmarking gera oportunidades e aumenta o senso de contribuição para a organização. Sabe o discurso “atitude de dono”? Saber o que outras equipes estão fazendo, além de motivar o profissional, permite a geração de insights para trazer boas práticas ao comparar resultados e iniciativas. Eleva o nível de motivação para outro patamar.
  5. Melhor entendimento do mercado: o mercado jurídico não é simples. Fazer benchmarkings regulares possibilita melhor entender o mercado, as tendências do momento e, como consequência, acarreta em aumento da produtividade, performance e qualidade dos profissionais.

O Min. Luís Roberto Barroso, um dos grandes entusiastas da inovação no Direito, sempre diz[1] em seus discursos: “Ninguém é bom demais, ninguém é bom sozinho (…)”. O hábito de trocar experiências fortalece o trabalho coletivo e dá um novo desenho às conquistas em grupo.

De igual modo, o benchmarking fortifica a tese de que, quando estamos bem intencionados em fazer mais e melhor, o sucesso é uma consequência natural. Portanto, se o seu objetivo for a melhoria contínua em meio a um mundo cada vez mais acelerado… É necessário buscar parcerias, promover discussões e discutir boas práticas com outros colegas todos os dias.


[1] https://www.migalhas.com.br/quentes/217918/cinco-licoes-sobre-a-vida-e-o-direito–por-ministro-barroso

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