Projeto de integrantes do TJPE vence desafio tecnológico do CNJ

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Eita!

A ferramenta “EITA – Mais que dados, informação estratégica”, desenvolvida por integrantes do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), foi um dos dois projetos vencedores do primeiro ciclo de inovação colaborativa CNJ Inova. A maratona mobilizou mais de 500 profissionais de diferentes áreas do conhecimento para apresentarem soluções tecnológicas destinadas a aprimorar a produtividade, dar maior agilidade e qualificar a tramitação de processos judiciais no país.

Durante o encerramento do evento, transmitido pelo canal do CNJ no YouTube, as seis equipes finalistas apresentaram as versões definitivas dos projetos de ciência de dados e inteligência artificial em torno de dois desafios: tempo e produtividade; e inconsistência de dados nos sistemas dos tribunais para consolidação na Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud).

Escolhida como vencedora do desafio 1, a “EITA – Mais que dados, informação estratégica” se destacou, segundo a Comissão Avaliadora Final, por apresentar uma ferramenta capaz de, a partir do DataJud, possibilitar o acesso a um fluxo inovador de identificação de padrões e comparação de processos, o que auxiliará o Poder Judiciário na identificação e percepção de problemas. “A ferramenta de previsão de fases foi um diferencial e fez essa solução se distinguir das outras duas finalistas e a colocou num patamar um pouco acima”, explicou o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Fabio Porto.

O juiz José Faustino Macedo, integrante da equipe vencedora e magistrado do TJPE, reforçou que o foco foi na mineração de processos para entregar ao gestor público uma ferramenta de acompanhamento e comparação dos fluxos de trabalho no Judiciário, fornecendo apoio na tomada de decisão. Segundo o integrante da equipe EITA, com a inteligência artificial empregada na ferramenta é possível mapear o ciclo de vida dos processos e identificar os gargalos existentes e ainda atuando de forma preventiva.

“Nossa ferramenta pretende impactar por meio da mineração de processos e possibilitar uma visão macro do Poder Judiciário, gerando insights sobre qual é o tribunal mais lento, o mais rápido, entre outros. A intenção é estimular reflexões e comparações através de variáveis próprias, como atuação. Além disso, promovermos o enriquecimento dos dados, pois agregamos outras bases públicas como socioeconômica e demográfica”, contou.

Compõem ainda a equipe o analista de sistemas e arquiteto de soluções Cleber Moura, o mestre em inteligência computacional e analista de sistemas Hadautho Roberto Barros, a arquiteta de dados Suely Batista e os gestores de tecnologia da informação Fabio Cruz e Luiz Henrique Seus, todos servidores do TJPE lotados na Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal. O servidor do TJPE Diego Lages, que também atua na Setic, integrou outra equipe finalista da maratona com o Projeto Panorama.

Experiência

Para a juíza auxiliar da Presidência do CNJ Ana Lucia Andrade de Aguiar, todos os trabalhos apresentados durante o CNJ Inova foram de excelência. “Essa análise de dados interessa muito ao CNJ, que tem a vocação de reunir os dados dos tribunais, mas não tem todo esse conhecimento de análise destes profissionais. E juntos nós podemos somar esses trabalhos para o Poder Judiciário e também para a sociedade.”

Também integrante da Comissão Avaliadora Final, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Carl Smith reforçou a importância da parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e do apoio do Lab Griô e da Plataforma Shawee para a realização do CNJ Inova, que ao final deste ciclo de Inovação colaborativa formou 68 equipes que apresentaram 39 soluções tecnológicas.


Texto e Foto: Fonte CNJ

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