AB2L em missão institucional no CNJ.

Publicado em
aaaaaffffaaa

A AB2L – Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs participou dos debates sobre a Gestão de Dados no âmbito do Poder Judiciário, que aconteceu no Superior Tribunal de Justiça – STJ.

O seminário foi organizado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ, como uma das atividades do Grupo de Trabalho destinado à elaboração de estudos e propostas voltadas à política de acesso às bases de dados processuais de tribunais, instituido pela Portaria CNJ n. 63/19.

A AB2L foi representada pelo seu Diretor Executivo, Daniel Marques, que apresentou para os membros do CNJ e demais autoridades presentes todo o ecossistema de lawtechs e legaltechs no país e as diferentes especialidades e serviços.

Daniel ressaltou a importância do diálogo para a construção das diretrizes para o acesso de dados públicos dos tribunais e como a “associação também pode colaborar com a criação de ambientes para a troca de experiência e para pesquisas conjuntas com representantes do Poder Judiciário no desenvolvimento de tecnologia que possa beneficiar a sociedade, e também para estabelecer parâmetros e protocolos de boas práticas para as lawtechs que acessam dados do Poder Judiciário”.

No mesmo painel, que tratou sobre a economia informacional, participou o professor Alexandre Zavaglia Coelho, CEO da associada Future Law, que enfatizou a importante contribuição do setor de tecnologia e da AB2L para a política de desjudicialização, que proporcionam um ambiente adequado para o uso de técnicas de ciência de dados e de Legal Design para a prevenção de litígios, com informações precisas para a criação de políticas de acordo mais efetivas, para a compreensão dos maiores problemas da nossa sociedade, entre diversas outras possibilidades.

Para o Prof. Zavaglia, que apresentou casos concretos dos benefícios e resultados trazidos pelos serviços prestados das lawtechs, estamos “iniciando o processo de transformação dos departamentos jurídicos e escritórios de advocacia em ambientes de ativos estratégicos para a gestão, que tem avançado muito no uso de tecnologia de última geração para auxiliar a tomada de decisão. E isso também está acontecendo no setor público, especialmente no Poder Judiciário”.

Na sequência, o prof. Ronaldo Lemos, da Universidade de Columbia e do ITSrio, reforçou o papel decisivo da tecnologia para o desenvolvimento do país e se utilizou de exemplos do movimento de GovTech e dos benefícios das relações entre grandes empresas e as startups, para fomentar a inovação e como cada vez mais esse modelo tem potencializado a criação de inovações voltadas para os problemas sociais. Para Lemos, essa é uma agenda mundial e o “Poder Judiciário de nosso país deve ser protagonista nesse processo”, pela sua importância estratégica nesse cenário.

No ultimo painel, o conselheiro e fundador da AB2L Bruno Feigelson falou sobre a velocidade do mundo moderno e como essas inovações estão transformando a vida e o mercado, e isso certamente gera oportunidades e muitos desafios. Para Bruno, ao tratar de assuntos como uso de dados públicos do Poder Judiciário pelas lawtechs, “a grande questão é a compreensão dos fenômenos antes de regular, e o caminho para é começar por ambientes controlados”, chamados sandbox, num conceito de “experimentalismo regulatório”. Com isso, ao testar os modelos e soluções, cria-se um caminho sustentável para a definição de um modelo mais eficaz.

A AB2L está acompanhando as atividades do Grupo de Trabalho e o diálogo aberto com o CNJ é de extrema importância para a colaboração dos associados nas ideias e propostas para a formulação das políticas públicas para o uso de dados públicos, com diretrizes que possam equalizar essa necessidade de regulação e o incentivo à inovação capaz de aprimorar o sistema e o acesso à justiça.

Os debates, que foram presididos pelo Ministro Villas Boas Cueva do STJ e pelo Conselheiro do CNJ Marcos Schieffier, também contaram com a presença dos demais membros do Grupo de Trabalho e de especialistas como Danilo Doneda, um dos autores do anteprojeto de Lei da LGPD, Miriam Wimmer, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Laura Schertel Mendes, da Universidade de Brasília – UNB, Daniel Marcelino, do JOTA, Marcos Lindenmayer do CGU, Marcos Nobre da UFPE, entre outros especialistas e autoridades.

COMPARTILHAR
VEJA TAMBÉM
_113967234_hi031081850

Em resposta ao ChatGPT, Google planeja lançar 20 projetos de inteligência artificial em 2023

A empresa queria ir devagar, mas a ameaça externa da OpenAI acelerou o planos
Captura de tela 2023-01-27 094937

Cinco tendências de tech e ESG apresentadas em Davos

Diversidade e inclusão foram alguns dos principais destaques do relatório sobre o cenário atual do mercado global de tecnologia, lançado durante o Fórum Econômico Mundial
Captura de tela 2023-01-27 094517

“Não há falta de dinheiro para startups”, diz cofundador da Liga Ventures

Guilherme Massa explica que os desafios têm relação com um tempo maior de decisão dos investidores baseado no momento econômico e na busca por retorno
Face recognition AR hologram screen  smart technology

O chat GPT: o que o novo oráculo de delfos tem a dizer aos advogados?

O grande diferencial da ferramenta, como toda ferramenta tecnológica inovadora, será no modo como é utilizada para extrair os benefícios da mesma.
EMPRESAS ALIADAS

Receba nossa Newsletter

Nossas novidades direto em sua caixa de entrada.