Já conhece as novas ferramentas e inovações tecnológicas disponíveis para a advocacia? OABRJ organizou evento sobre o tema

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OAB RJ

Postagem original, OABRJ.

Especialistas destacam mercado promissor de lawtechs e legaltechs para atuação da classe no Brasil

Mudanças tecnológicas afetam não somente as relações sociais, como também o mercado de trabalho. Essa nova realidade impacta diretamente a advocacia, que tem enfrentado transformações  em sua atividade profissional. Com esta temática, as comissões de Mentoria Jurídica e de Aspectos Jurídicos do Empreendedorismo e das Startups (Caje) da OABRJ promoveram evento nesta terça-feira, dia 5, na sede da Seccional.

É possível assistir ao encontro na íntegra pelo canal da Ordem no YouTube, basta acessar aqui. 

Responsável pela abertura, a vice-presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, destacou a necessidade de oportunizar e instrumentalizar a classe sobre os desafios tecnológicos.

“A tecnologia é uma área que está em franco crescimento e devemos nos atentar para isso, com foco no empreendedorismo e nas startups. É preciso discutir e saber quais são os produtos de mercado e quais as ferramentas de trabalho para a advocacia”, disse Basilio.

“Esse tema é fundamental para acompanharmos o desenvolvimento tecnológico que a nossa profissão exige. Para além de estarmos sempre atualizados, estarmos, também, informados sobre as ferramentas mais recentes”.

Também compuseram a mesa os presidentes das comissões de Mentoria Jurídica, Thais Fontes; da Caje, Felipe Hanszmann; e o presidente da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), Daniel Marques.

Marques comparou o crescente interesse por lawtech e legaltech no país como uma espécie de “Vale do Silício” – local que abriga muitas startups e empresas globais de tecnologia nos Estados Unidos. 

“Atualmente contamos com mais de 300 lawtechs e legaltechs no Brasil, criando-se uma comunidade como o Vale do Silício do Direito. A união entre o Direito e as novas tecnologias beneficia a sociedade, a operância do Direito e promove uma Justiça mais eficiente, sendo o nosso país, hoje, o que detém a maior diversidade em soluções de tecnologia jurídica no mundo”, ponderou o presidente da AB2L. 

“Inovação é o novo mármore para além de se manter no mercado, atingir o crescimento profissional. As law e legaltechs são a espinha dorsal que propagam essa inovação. Se não fossem pelas tecnologias, lawtechs e legaltechs, a Justiça brasileira teria parado durante a pandemia. E este período de crise sanitária foi o momento de descoberta de algo que era estranho para a maioria e tornou-se essencial para a relação humana”. 

Ratificando as palavras de Daniel Marques, o presidente da Caje, Felipe Hanszmann enfatizou o impacto das mudanças tecnológicas no cotidiano profissional e no desempenho econômico.

“A tecnologia impacta e ocupa um espaço importante em nossas vidas, então os advogados e advogadas devem utilizá-la para trabalhar a nosso favor. Com o Chat GPT, vários questionamentos surgem sobre como isso influencia o nosso dia a dia, e acredito que a mensagem a ser passada é de que as mudanças fazem parte da rotina e precisamos observá-las para continuarmos atualizados no mercado”, observou.

Projetos com o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar a rotina profissional da classe foram apresentados entre as palestras, como, por exemplo, a utilização do Vade Meccum com inteligência artificial, a consulta e o monitoramento de informações de processos judiciais, a comparação de dados jurídicos e a conciliação extrajudicial online. 

Em uma roda de conversa, as palestras abordaram casos de uso da inovação na prática no sistema jurídico e como construir uma jornada empreendedora nessa área. Os responsáveis pelas falas do encontro foram os integrantes da Comissão Sobre os Aspectos Jurídicos do Empreendedorismo e das Startups da Seccional, Caio Brandão e Rafael Almeida; e os advogados Helena Guimarães, Bruno Feigelson, Aline Guimarães e Fabio Cendão. 

“Acreditamos muito que os dados e números são importantes para gerar a uniformização e impactar na tomada de decisão no trabalho da advocacia. Precisamos que todos os advogados e as advogadas saibam o que está acontecendo no universo tecnológico”, considerou Aline.

Bruno Feigelson disse que o fácil acesso à informações auxilia no exercício profissional.

“O acesso mais facilitado é uma vantagem e uma mudança de paradigma para a advocacia. Algumas décadas atrás, o grande valor do advogado e da advogada era o minutário. Hoje, estamos em um mundo horizontalizado como um todo e a inovação é uma revolução. A inteligência artificial permeia vários aspectos da nossa vida, mas de maneira invisibilizada. O Chat GPT  expôs essa mágica para os de fora da ‘bolha’ tecnológica”, comentou o advogado. 

“Uma das maiores pressões sofridas pelos advogados atualmente por parte de seus assistidos é a expectativa de que tudo seja feito rápido e os honorários sejam reduzidos em um mercado competitivo. A IA não atrapalha o nosso trabalho, mas o que nos falta é entender esta mudança de parâmetro da nossa atividade”.

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