Por que a inovação forçada será elemento indispensável na nova era de crescimento econômico

Vivemos em uma era de grandes transformações digitais. Rapidez é a nova realidade do mundo dos negócios. Em tempos desafiadores, empresas foram forçadas a se adaptarem e inovarem. Ao longo da história, muitos dos grandes saltos tecnológicos e econômicos foram ocasionados por circunstâncias extraordinárias, como a Segunda Guerra Mundial. Acredito que o atual momento em que vivemos, que forçou empresas a passarem por um processo de digitalização, será o início de grandes avanços.

Fala-se muito sobre como as empresas de tecnologia Tesla, Apple e Zoom chegaram a um ponto extraordinário. E embora as FAAMG (Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google) correspondam a 21% do índice S&P 500, o setor de tecnologia representa apenas 35 das 500 empresas com fortunas globais (a Amazon não foi incluída nesses dados, por fazer parte do setor comercial) e, mesmo assim, é um dos mais rentáveis que existe. Isso significa que ainda estamos no início de um grande ciclo tecnológico que terá presença cada vez maior em nossas vidas.

Por um lado, esse cenário oferece oportunidades para investidores, mas, por outro, as empresas continuarão a enfrentar transformações. Mesmo antes da pandemia, vários grandes nomes da tecnologia alcançaram trilhões de dólares e eu acredito que ainda haverá crescimento no futuro.

É a mesma ideia para as gigantes chinesas da tecnologia, as ATM (Alibaba, Tencent and Meituan Dianping). Alguns analistas gostam de comparar o atual índice preço/lucro e o coeficiente de grandes empresas de tecnologia no S&P 500 à bolha da internet, mas eu discordo. Gigantes da tecnologia têm grandes receitas e cresceram em dois e três dígitos nos últimos anos. Além disso, têm gerado impactos ao substituírem a antiga forma de trabalhar com negócios. Esse crescimento não foi apenas potencializado pela tendência dos investidores como os da RobinHood, mas também pelo crescimento de negócios fortalecidos pela digitalização.

Um dos exemplos que gosto de usar é um pub em Greenwich que eu frequento com meus amigos. Alguns meses atrás, era um bar tradicional, com um sistema de vendas de maquininha, menus desatualizados, garçons com papel e caneta e uma caixa registradora. O local foi totalmente digitalizado para que o negócio e os clientes sejam beneficiados no longo prazo. Cada consumidor lê digitalmente o código de barras na mesa, faz o pedido a partir do menu virtual e faz o pagamento com o Apple Pay.

Altos investimentos em transformação digital ainda chegarão para muitas indústrias. Outro bom exemplo é o setor em que trabalho. Bancos privados ainda usam sistemas bancários dos anos 1960 que são baseados em papéis e assinaturas não digitais. E mesmo que algumas empresas ainda sejam conservadoras e prefiram fazer as coisas manualmente, elas serão forçadas a agilizar o processo de digitalização.

No curto prazo, essas transformações digitais em conjunto com o crescimento contínuo de empresas importantes no cenário da tecnologia, irão gerar impactos positivos na economia e nos processos tecnológicos entre os próximos cinco ou dez anos.

Fonte: Forbes Brasil

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