‘Pix messenger’ e WhatsApp Pay são demanda da sociedade, diz Campos Neto

O caso viralizou nas redes sociais e no noticiário na virada do ano: uma mulher usou o campo de mensagem do Pix para tentar reatar com o ex-namorado. A iniciativa foi tratada em tom de brincadeira pelas pessoas na época, mas, para o presidente do Banco CentralRoberto Campos Neto, é um “exemplo claro” de que a sociedade demanda a união de redes sociais com meios de pagamento e serviços financeiros.

“A sociedade usou um sistema de pagamentos como mensageria. Isso mostra que a sociedade tem essa demanda intrínseca de misturar mídia social com pagamentos e com finanças”, disse Campos Neto nesta terça, 30, em live promovida pelo banco Daycoval.

“É um casamento mais importante que eu vejo e ao qual eu acho que parte das pessoas não está prestando atenção”, afirmou.

No mesmo painel, o presidente do Banco Central antecipou que o uso do WhatsApp para realizar pagamentos,  seria aprovado em breve pela autoridade regulatória, o que aconteceu no fim da tarde. E explicou a visão que tem para os meios de pagamento do futuro (ou do presente), como uma união de finalidades para os usuários.

“Eu chamo de corrida do ouro. É basicamente juntar três grandes vertentes: a vertente de conteúdo, a vertente de mensageria e a vertente de pagamentos”, disse Campos Neto.

“É possível ter conteúdo, mensageria e pagamentos, e teremos o WhatsApp, que será aprovado em breve no Brasil para fazer pagamentos; na Índia, a Google fazendo a mesma coisa, e há vários outros sistemas tentando fazer a mesma coisa.”

“Por que isso é importante? Porque em um mundo de produzir dados, guardar dados e analisar dados, o que o casamento de finanças com mídia social faz é — pensando em um processo vertical — permitir que você anuncie um produto, venda o produto, faça o pagamento do produto e, através dos algoritmos e da inteligência artificial, saiba o que o cliente achou do seu produto.”

Mais dados que qualquer banco hoje

“Essa quantidade de dados que pode ser produzida nesse processo é inigualável a qualquer coisa que qualquer banco tenha hoje”, comparou o presidente do BC, que disse ser um estudioso do assunto há alguns anos.

“É o casamento que eu vejo acontecer, de finanças com mídias sociais. E os reguladores precisam entender como enfrentar e como regular e o que isso significa para a sociedade em termos de precificação e competição.”

Fonte: Exame

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