O que ninguém nunca te falou sobre startups

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A Businessman Sits In Despair And Covers His Face With His Hands
A maioria das startups não vai "encaixar" todos elementos de que precisa para decolar. (Foto: Bigstock)

As notícias no jornal sobre o surgimento de vários unicórnios no Brasil e o aumento dos investimentos bilionários em startups brasileiras, às vezes, escondem dados alarmantes sobre as dificuldades de se sobreviver em um ecossistema tão nefasto quanto o nosso. É verdade que estamos prosperando em diversos aspectos, mas os desafios ainda existem para a maioria das empresas que querem crescer.

E não é só no Brasil, empresas falham também no Vale do Silício.

A startup Gumroad, um e-commerce que permite que pessoas vendam produtos diretamente aos consumidores, chegou ao mercado em 2011, e rapidamente arrecadou US$ 8 milhões, em uma rodada liderada pela Kleiner Perkins Caufield & Byer (KPCB). Em 2015, a startup foi considerada uma das 50 empresas mais inovadoras na área de design pelo site Fast Company. Oito meses depois, o CEO estava demitindo 75% do pessoal para pagar as contas.

No Brasil, segundo o IBGE, cinco anos após serem criadas, pouco mais de 60% das empresas já fecham as portas. A verdade é que fechamos mais empresas que abrimos. Os motivos são muitos e que vocês já conhecem em relação ao nosso ambiente.

Mas o que quero ressaltar aqui é a parte que cabe aos empreendedores. O relatório recém divulgado Brazil Digital Report 2019 concluiu que a falta de planejamento, além do não entendimento do mercado e do cliente são os principais motivos que levam as empresas a fecharem.

Como amenizar esses números?

Devemos capacitar mais os nossos empreendedores. Minimizar os riscos é investir em educação empreendedora, como a metodologia Lean Startup, por exemplo. O primeiro passo para qualquer empreendedor é desenvolver um modelo de negócio com processos bem definidos e baseado em métricas. Isso garantirá uma maior escalabilidade para empresa. Com isso, provavelmente, em pouco tempo, a empresa já terá resultados financeiros e humanos.

Outro ponto importante é a gestão de pessoas, que deve acompanhar esse crescimento também. No início de uma startup, as contratações devem ser muito rigorosas, pois os colaboradores precisam se encaixar perfeitamente na cultura da empresa e nas necessidades dos clientes. Melhorias devem ser implementadas sempre. É um processo que nunca pára!

Então lembre-se: não existe receita para ser bem-sucedido, mas certamente o desenvolvimento de um modelo de negócio com processos bem definidos e baseado em métricas irá garantir uma escalabilidade mais saudável e atrair investimentos.

Por: Camila Farani
Fonte: Gazeta do Povo

 

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