O fim do software jurídico no Brasil, por Vinícius Marques

Vinicius Marques, CEO da EasyJur, trata sobre a sua visão em relação do Fim do Software Jurídico no Brasil.
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Imagem: Freepik

Texto de Vinicius Marques, CEO da EasyJur, para o Observatório AB2L

Minha previsão é que nos próximos anos faremos o Software Jurídico desaparecer completamente no Brasil.

Pra quem não sabe, Softwares e sistemas jurídicos são aqueles utilizados para gerenciar todos os processos operacionais e gerenciais de um escritório de advocacia ou departamento jurídico de uma empresa, e fazer esse tipo de sistema jurídico desaparecer é uma visão que, mais cedo ou mais tarde, será seguida por todas as empresas que desenvolvem sistemas jurídicos, ao menos as que não estão paradas no tempo. 

Portanto, é justo você entender que esse texto é um manifesto que traz a visão presente e futura do Software Jurídico em nuvem, na minha opinião enquanto CEO da EasyJur, LegalTech que se consolidou como a pioneira no desenvolvimento de soluções inovadoras para a área jurídica no Brasil.

O lado bom de um escritório de advocacia adotar um software jurídico é ganhar maior visibilidade de toda esteira operacional e gerencial da produção jurídica no seu dia a dia, conseguindo com isso otimizar as demandas jurídicas como prazos, audiências, elaboração de petições e contratos, recebimento de honorários, levantamento de alvarás, e no final obter a segurança para não perder nenhum prazo, a performance necessária para crescer cada vez mais e se definitivamente o catalisador da justiça no país. 

Mas por outro lado, nenhum advogado ou advogada gosta de duas coisas nos software jurídicos atuais: o custo para implantar, migrar os dados de maneira fidedigna e a trabalheira insana para mantê-lo atualizado ao longo do tempo. O alto custo para a implantação, infelizmente, é percebido quando a empresa cai na armadilha de recorrer aos tradicionais fornecedores de sistemas jurídicos de 20 anos atrás, que possuem tecnologias ultrapassadas, monolíticas e difíceis de usar, fazendo com que os advogados executem tarefas manuais e repetitivas, com baixíssimo valor intelectual agregado, e quando oferecem automações é sempre necessário contratar especialistas, tornando o treinamento dos operadores do direito longo e doloroso, arrastando todo processo de implantação por meses, contando apenas com a sorte para que se consiga qualquer ganho positivo de todo esse investimento de tempo e dinheiro.

E se você é atualmente usuário desse tipo de software jurídico, provavelmente esse texto daqui pra frente vai soar como uma utopia inatingível, mas garanto que já é algo bem real para os advogados e advogadas que adotaram a plataforma EasyJur como principal solução para gerenciar toda a esteira do backoffice jurídico.

A armadilha de custo e design já foi superada por uma nova geração de software de gestão jurídica, criado nativamente na nuvem, e que consegue transformar aqueles 12 meses de implantação dolorosa, requerida pelos velhos dinossauros, em 30 dias ou menos. Mas e sobre o segundo problema? Eu sei que é depois de implantado o novo sistema jurídico no escritório de advocacia que se percebe a trabalheira insana para manter os dados e processos atualizados e, principalmente, relatórios confiáveis.

E é exatamente aí que começa a verdadeira revolução: acabar com aquela sensação que o você trabalha para o sistema jurídico ao invés do sistema jurídico trabalhar para você; fazer o software jurídico eliminar as atividades repetitivas e analógicas, adicionalmente expandir e extrair os benefícios da automação transparente das rotinas manuais. E como se faz isso na prática?

Aqui está o que estamos desenvolvendo para alcançar a extinção do ultrapassado software jurídico:

1 – Acabar com a necessidade de acesso descentralizado aos mais diversos sistemas dos tribunais para ler as intimações e andamentos processuais, conseguinte dar providências aos prazos;

2 – Acabar com toda e qualquer inserção manual de dados públicos; 

3 – Bancos, meios de pagamentos, serviços financeiros e o sistema EasyJur devem se fundir numa única plataforma como serviço (PaaS – Plataform as a Service) – A plataforma EasyJur será o novo Internet Banking;

4 – Liberar o advogado para atuar na exceção e não na regra. Por mais óbvio que isso pareça, não é como a maioria dos sistemas jurídicos se comportam;

5 –  Análises gerenciais devem evoluir com o uso do Big Data Analytics para tomadas de decisões mais balizadas.

Conclusão 

Quando olhamos o potencial que a tecnologia atual pode trazer para ajudar o sucesso dos advogados e alavancar os escritórios de advocacia, percebemos que a computação em nuvem é apenas o primeiro passo. Quanto aos softwares jurídicos antiquados, que apenas são hospedados em servidores remotos na internet… sinto muito, mas não deram sequer o primeiro passo, e estão no mínimo 8 anos atrás neste jogo.

Uma vez que estamos em nuvem, o passo seguinte e mais importante é transformar o sistema de gestão jurídico na plataforma que suportará todo o ecossistema no qual o operador do direito está no centro, ou seja, tal plataforma como a EasyJur será a supervia da informação que conecta em tempo real os advogados e advogadas aos seus clientes, tribunais, parceiros, bancos, contadores e governos, e na qual todos compartilham uma versão única dos dados, e podem usá-los para ganhar produtividade e reduzir a burocracia, além de construir os melhores caminhos para o crescimento e desenvolvimento econômico em busca da justiça para nossa sociedade.

Quanto mais os sistemas de gestão jurídica se aproximarem do conceito de uma plataforma que implementa essa supervia de informação, mais ele vai desaparecer da vista do usuário como ferramenta transacional. O sistema jurídico não vai mais estar em lugar nenhum, e ao mesmo tempo estará em todo o lugar, potencializando as pessoas para que elas sejam melhores seres humanos: fazendo o trabalho que antes era do advogado, e apenas o alertando quando algo está fora dos parâmetros.

Imagine que em uma equipe jurídica que, com a implementação deste novo mindset de visão de futuro, será possível aumentar a produtividade do time em 30% em apenas 06 meses. E se projetarmos esse resultado para os próximos 10 anos, estamos falando de milhões de reais, não é mesmo? Ocorrerá um ganho exponencial para nossa sociedade e uma vida mais justa para todos, e o advogado é o stakeholder para sintetizar esse novo olhar, e com isso gerar e capturar cada vez mais valor no mercado.

A mudança de paradigma é essa, sair do “como faço para o usuário executar essa transação da forma mais simples possível?” para o pensamento  “como eu faço para que o usuário não tenha que executar essa tarefa”. E eu sei que muito dessa visão de um software jurídico inteligente e uma plataforma cada vez mais autônoma e conectada ainda está sendo criada em seus primeiros passos, mas enfim, quando você sabe como nós da EasyJur pensamos, você sabe o que esperar durante a sua jornada em conosco, e fica muito mais fácil escolher na companhia de quem você quer estar e fazer parte da construção desse novo ecossistema, hiperconectado pela supervia da informação, potencializando as relações humanas por um mundo mais simples e justo.

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