As LEGALTECHS vão acabar com os advogados?

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As LEGALTECHS vão acabar com os advogados?
Imagem: Pixabay

Com a crescimento das startups jurídicas, por todo o país, existe uma grande preocupação e receio de que os advogados sejam substituídos por máquinas.

Mas, será que isso realmente vai acontecer?

O mercado judiciário brasileiro é enorme e possui uma quantidade gigantesca de processos e de demandas jurídicas. Segundo a OAB, existem mais de 100 milhões de processos em tramitação em todo o território nacional. Em média, são 100 processos por advogado. De acordo com dados do CNJ, a cada ano entra no sistema judiciário brasileiro cerca de 22.6 milhões de novos processos.

Diante desse mercado volumoso e cheio de oportunidades, empresas estão juntando práticas jurídicas com tecnologia para alcançarem resultados mais rápido e de forma mais eficiente. Essas empresas são chamadas de Legaltechs ou Lawtechs.

As startups jurídicas são modelos de negócio que geralmente desenvolvem softwares, aplicativos e plataformas para auxiliarem escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. Essas empresas oferecem serviços baseados em ferramentas que aplicam inteligência artificial, machine learning, análise de dados e algoritmos para tornar o trabalho jurídico mais ágil e eficiente.

Segundo a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), o Brasil já possui mais de 200 Lawtechs/Legaltechs associadas. Essas startups são divididas em 13 categorias, como automação e gestão de documentos, gestão de escritórios e departamentos jurídicos, resolução de conflitos online, compliance, analytics e jurimetria, etc.

Atualmente, estamos vivendo uma revolução tecnológica que está modificando quase todas as profissões, e não só a Advocacia. Negócios disruptivos e mudanças sociais causadas pelo avanço da tecnologia vão mudar completamente o modo de atuação dos advogados. ⁣

As máquinas, os softwares e a inteligência artificial vão livrar os advogados de tarefas repetitivas, cansativas e burocráticas que demandam muito tempo desses profissionais. As atividades periféricas à função do advogado, como preenchimento de procurações, digitalização de documentos, análise de dados, realização de cálculos, pesquisa de jurisprudências dentre outras, serão realizadas agora por essas ferramentas.

A Advocacia tradicional do jeito que conhecemos vai sofrer e já vem sofrendo grandes transformações. Mas, o advogado será sempre essencial ao Direito, e certamente não deixará de existir.

O foco das startups jurídicas é trazer para o mercado legal otimização na rotina de trabalho dos advogados e não acabar com a profissão. Atividades que são feitas de forma lenta e manual, consumindo muito tempo do profissional, agora podem ser realizadas de forma mais rápida e tecnológica.

Portanto, o objetivo dessas empresas é utilizar a tecnologia para colocar à disposição dos profissionais do Direito mecanismos, conteúdo e ferramentas que otimizem o seu tempo de trabalho e que torne a sua rotina mais prática e produtiva.

Texto original de Isabela Morgana Soares, publicado no Linkedin

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