A revolução Ethereum

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A revolução Ethereum
Imagem: Reprodução

Durante minha trajetória dentro do mercado #cripto, algumas palavras passaram a fazer parte do meu dia a dia: disrupção, distribuição, peer-to-peer e volatilidade.

Conforme eu fui estudando, conhecendo as nuances e entendendo melhor esse universo, eu passei a compreender melhor a dimensão desses termos e, principalmente, quem estava no centro de tudo isso: a rede ethereum (#ETH).

Caso você não conheça, a ETH é uma rede descentralizada que foi descrita em 2013 por Vitalik Buterin e, em seguida, desenvolvida por uma equipe de mais 7 pessoas com um único objetivo: revolucionar a internet.

Poucos projetos conseguem se gabar de revolucionarem onde estão inseridos e aqui eu tiro meu chapéu para a rede ETH. Atualmente, ela não apenas tem o segundo maior volume de mercado, perdendo apenas para o bitcoin, como proporcionou que os principais projetos do mercado #crypto existissem.

Muito provavelmente, você que não é do mercado não consiga ter a dimensão do que ela proporcionou, mas eu vou tentar te explicar.

Antes da rede ETH não era possível programar #smartcontracts, os famosos contratos inteligentes. Você precisaria se utilizar de redes menos flexíveis como a do #bitcoin e isso, de certa forma, não era algo simples.

Após perder alguns itens num jogo online, o Vitalik idealizou a possibilidade de se utilizar dos conceitos provenientes do #whitepaper escrito por Satoshi Nakamoto e guardar tais itens numa rede distribuída, imutável e segura para que ninguém pudesse tomar de você o que era seu por direito, independentemente do valor que você atribuiria a esse bem.

Pronto, foi criada a revolução digital.

A partir do conceito de smart contract, você poderia se utilizar de uma rede virtual programável e criar um ativo digital para qualquer coisa se utilizando de algumas linhas de código.

Essa revolução tomou conta da internet e, desde seu lançamento, se reinventa e consegue se manter disruptiva mesmo num mercado extremamente competitivo.

Neste último ano, a rede ethereum experimentou seu ápice chegando a valer US$ 4.372, num salto extremamente imponente frente a um mercado que crescia junto.

Se você já ouviu falar sobre #NFT ou #DeFi você ouviu falar da ethereum. A grande maioria dos tokens e as principais plataformas de negociação desses dois ecossistemas que despontaram recentemente se utilizam do token ERC-20, da rede ethereum, para funcionar.

Pela primeira vez no sistema financeiro, as barreiras foram colocadas em cheque.

Mas nem tanto…

Nem tudo são flores no universo da ethereum. Com o aumento do seu marketcap e a utilização da rede por diversos outros ativos, existia um problema: a taxa de transação.

Por mais que a revolução estivesse acontecendo, as pessoas estivessem experimentando produtos novos, podendo digitalizar qualquer ativo e negociar diretamente sem nenhum intermediário, as taxas de transação chegaram a ser mais de US$ 1.000,00 em alguns momentos, o que excluía uma grande parcela da população usuária de cripto das principais ferramentas do momento.

A ethereum, que já havia se proposto a resolver este tipo de problema com sua atualização 2.0 – onde mudará de proof-of-work para proof-of-stake -, se viu na necessidade de ter um paliativo imediato! E para a surpresa do mercado, apresentou o hard fork London para dar uma acalmada nos ânimos da rede e já anunciou a data para agosto de 2021.

É verdade, também, que a ethereum já caiu algo próximo de 60% depois do seu pico, sendo cotada atualmente em US$ 1.758.

Com tanta coisa acontecendo, eu prefiro continuar aprendendo e acompanhando como bom curioso que sou.

Novas redes surgiram para concorrer com a ethereum e só quem ganha com isso somos nós: usuários.

No final das contas não é nada sobre cotação, é muito mais sobre revolucionar.

E nessa revolução eu participo ativamente como o principal agente: uma das pontas da transação.

Texto original de Humberto Andrade, publicado no Linkedin.

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