Pesquisar
Close this search box.

No pain, no gain: tentativa e erro devem fazer parte da cultura das empresas da era digital

Publicado em
carreira_profissoesdofuturo_24022021_Marko-Geber_GettyImages-3-768x512
Marko Geber/Getty Images

Texto original de Luis Gonçalves, Presidente da Dell Technologies na América Latina, publicado na Forbes

Cerca de 70% de todas as transformações digitais falham – e isso não é necessariamente um cenário catastrófico. Na verdade, tentativas e erros dessa natureza são essenciais para todas as organizações, incluindo o setor público. Sempre deve haver uma margem para o fracasso, e a oportunidade de aprender com esses erros é ouro. É como diz a expressão: “no pain, no gain”.

À medida em que as instituições procuram desencadear transformações digitais e se beneficiar do potencial de infraestruturas escaláveis e ágeis, vale a pena observar algumas lições. Sabemos que a transformação não é fácil, tendo em vista que 94% das empresas enfrentam barreiras fundamentadas em tecnologia, pessoas e políticas, de acordo com um estudo global da Dell Technologies, chamado Índice de Transformação Digital. A pesquisa ainda aponta que apenas 29% das empresas estão incentivando ativamente uma mentalidade de “errar rápido para então acertar”, destacando assim o escopo do desafio à frente.

Aceitar o fracasso e encará-lo como uma oportunidade é a base para construir resiliência em um futuro hipercompetitivo e cada vez mais digitalizado. O fato é que a recuperação do mercado pós-crise global dependerá de uma faceta progressiva da inovação para lidar com assuntos rotineiros, que vão desde a redução do tempo de espera dos hospitais, como também a otimização dos serviços digitais, permitindo maior acessibilidade e a entrega de visões atualizadas sobre sustentabilidade e inclusão. Mas, para isso acontecer, muitos erros e correções de rota precisarão ocorrer. E é preciso falhar rápido.

Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.
Abraçar o tipo certo de falha é um primeiro passo essencial, uma vez que existe uma diferença importante entre falhas graduais na jornada de transformação digital e falhas cujos efeitos afetam os negócios a longo prazo. Reconhecer a necessidade de testes e experimentações é primordial na era digital, e isso é algo que os líderes devem estar cientes, podendo então incentivar uma cultura de inovação, onde pequenas falhas inevitavelmente farão parte do processo de evolução.

Muitas vezes os erros servem para aprimorar as inovações. Um exemplo prático e relativamente recente disso foi o lançamento do PIX, pelo Banco Central, há cerca de dois anos. Nos primeiros dias, a ferramenta passou por inconsistências, que posteriormente acabaram servindo para aprimorar o serviço. Com esse novo formato de pagamento, o Brasil subiu da oitava para a quarta posição no ranking mundial de transações em tempo real, com benefícios reais para os consumidores e para todo o ecossistema de empresas.

O aprendizado que podemos levar desse exemplo é que, para pegarmos carona nas possibilidades geradas pela transformação digital da economia e da sociedade, que deve movimentar mais de US$ 1 trilhão até 20261 de acordo com a Research and Markets, empresas e governos precisam adotar uma cultura de testar, errar, aprender e refinar de forma rápida no desenvolvimento de novos processos, produtos e serviços, para inovar de forma eficiente.

À medida em que entramos na fase de recuperação pós-pandemia, é de suma importância colocar em ação projetos que tirem o máximo proveito das inovações digitais. Mas o sucesso deles passa por uma nova mentalidade das empresas públicas e privadas e no qual a valorização de um espírito aberto ao erro e aprendizado rápido vão ditar o sucesso das organizações rumo à 4ª Revolução Industrial.

COMPARTILHAR
VEJA TAMBÉM
SITE

INFORME AB2L | 2024

#04 05/24 Esquenta AB2L no Rio de Janeiro O Rio de Janeiro foi palco de mais uma edição
Lorena Lage e Robert Oliveira, sócios e cofundadores da L&O Advogados

L&O Advogados cresce 110% com preventivo jurídico no mercado de startups e inovação

Publicação Original, SEGS.com.br. Fundado por Lorena Lage e Robert Oliveira, escritório teve apenas duas ações judiciais em curso
Imagem

Especialista destaca a importância da tecnologia nas Operações Jurídicas na era digital

Allana Martins Vasconcelos Valsechi, Gerente de Operações Jurídicas e Analytics da Legal Insights, discute a evolução do setor e enfatiza a colaboração interdisciplinar e o planejamento estratégico.
SOS RS APP

SOS RS: Inovação e Solidariedade no Rio Grande do Sul

Em entrevista exclusiva para a CNN Brasil, o engenheiro Pedro Oliveira revelou como a plataforma SOS RS está
EMPRESAS ALIADAS E MANTENEDORAS

Receba nossa Newsletter

Nossas novidades direto em sua caixa de entrada.