Lições de Wall Street aos CriptoInvestidores: Value Investing

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Há muito mais tempo que os CriptoInvestidores, negociadores de bolsas de valores passam pelos mesmos problemas que passamos: como escolher a melhor opção de investimentos? No caso deles, ações. No nosso, criptomoedas.

Em Wall Street, um dos métodos para resolver este problema, o Value Investing, foi cunhado por Benjamin Graham. Você já deve ter ouvido falar de seu livro mais conhecido, “O investidor inteligente”; ou pelo menos de seu pupilo mais notório, Warren Buffet.

É um plano com diretrizes bem simples para se encontrar boas ações de boas empresas: encontre ações que estejam sendo negociadas por um valor abaixo do seu “valor intrínseco”, compre e espere. Por certo, é impossível encontrar o “valor intrínseco” das ações, mas é possível estimar com alguma precisão.

É uma estratégia de médio/longo prazo e funda-se no pressuposto de que o mercado nem sempre irá precificar uma ação de forma racional. Então, se você aplicar o método, encontrará uma série de pechinchas e oportunidades de lucrar.

Como fazer isso na prática: analisando os relatórios financeiros (dívidas e valores a receber, gastos, patrimônio, fluxo de caixa, etc.); pesquisando sobre a equipe por trás da execução; e analisando o histórico de pagamentos da empresa são alguns bons exemplos.

 

Aplicando às criptomoedas


Infelizmente, não só a maior parte destes critérios não se aplica aos mercados de criptomoedas, como também o valor de um token acaba sendo estimado com base em informações diferentes (valor da rede, adoção, especulação quanto a usos futuros, mera especulação, etc.).

Entretanto, é possível estimar o valor de uma criptomoeda analisando os seus fundamentos (value investing é uma espécie de análise fundamentalista): o time; White Paper; Road Map; comunidade; Exchanges; análise comparativa. Vejamos.

Time: um dos pontos mais óbvios da análise: sem time, não há produto. Ao aplicar o value investing às criptomoedas, faça seu dever de casa e pesquise a respeito dos desenvolvedores: se têm experiência e qualificação, histórico, se é um time completo e/ou experiente nas áreas relevantes (programadores, designers, marketerios, administradores, etc.).

White Paper: no White Paper, a equipe explicará o que percebe enquanto problema e qual é a solução proposta. O problema é legítimo? A solução faz sentido? Você usaria? Ou, caso não entenda do assunto, procure conversar com quem entende.

Road Map: é o calendário de trabalho do time de desenvolvedores. Compare com outros modelos bem sucedidos. As datas parecem legítimas? O time entregou o que prometeu até agora?

Comunidade: este é um fator que não pode ser deixado de lado. Como a equipe trata a comunidade? São proativos e participativos? E aqui, vale lembrar, muitas equipes costumam trabalhar de forma transparente, publicando seus códigos para análise da comunidade. Se você não entende de programação, procure conversar com quem entenda.

Exchanges: Pode não parecer, mas o mercado de criptomodas é bastante pequeno comparado aos investimentos tradicionais, especialmente quando uma moeda acaba de sair de uma ICO. Assim, a listagem em uma grande exchange é uma ótima forma de atrair volume de negociações, e isso significa que seus tokens ganham maior liquidez (você poder vendê-los e trocar por outras moedas quando quiser, pois a procura sempre existe). Analise a probabilidade de listagem em grandes exchanges!

Análise comparativa: nesta etapa, você pesquisa se já há concorrência no mercado e como o concorrente tem se saído. Quais os diferencias entre as propostas e as equipes? Como é a aceitação? Quais as principais críticas em relação à concorrente? O projeto que você quer apoiar consegue resolver estes problemas? Todos são ótimos indicadores de validação da proposta do White Paper.

 

Por Rômulo Caldas

Fonte: http://www.criptomundo.org/2017/12/29/licoes-de-wall-street-aos-criptoinvestidores-value-investing/

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