Inteligência artificial ganha espaço entre juristas

Publicado em
Inteligencia-Artificial-696x265
Tecnologia é implantada em instituições de ensino, escritórios de advocacia e tribunais

Tecnologias como a inteligência artificial podem ser de grande ajuda para a prática do Direito e beneficiam tanto os juristas quanto as pessoas que buscam seu auxílio. A modernização, para especialistas, é inevitável e ocorre tanto nos escritórios de advocacia e tribunais quanto nas instituições de ensino.

“Os órgãos da Justiça têm que estar atentos para as mudanças tecnológicas”, diz o presidente do Superior Tribunal de Justiça e professor do Centro Universitário IESB João Otávio de Noronha. “Já passamos pelo momento do processo eletrônico, que se tornou uma realidade, e vivemos agora o momento de apostar no uso da inteligência artificial”, continua.

Apesar de haver certa resistência quanto ao seu uso na Justiça, Noronha ressalta que é papel do magistrado tomar decisões sobre um julgamento e que a inteligência artificial vem apenas para tornar esse processo mais rápido e eficiente.

“Isso se dá, por exemplo, na identificação de documentos que tratem sobre os pontos mais relevantes para a causa ou na agilização da triagem, de forma que o congestionamento processual seja menor”, conta Noronha. “A ferramenta não vai julgar, mas organizar as informações para que os juízes as avaliem de forma mais rápida”, completa.

Atualmente, a inteligência artificial ajuda advogados e outros operadores do direito a encontrar rapidamente teses que suportem seus casos, bem como a jurisprudência adequada. Isso resulta, na prática, em um processo mais ágil para o assistido.

O IESB está implantando a tecnologia no seu Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), que oferece assistência gratuita nos campi de Ceilândia e da Asa Norte e que realizou mais de 300 atendimentos somente em 2019. Atualmente, o Núcleo já utiliza processos eletrônicos e um formulário-padrão digital que orienta os estudantes contém informações sobre os casos mais comuns que chegam ao NPJ, como ações de pensão alimentícia.

“A ideia é que, quando o sistema de inteligência artificial for definitivamente implantado, ele tenha algoritmos para encurtar o caminho de pesquisa para a produção de uma peça, mas sem tirar do estudante e do orientador o trabalho intelectual”, conta o coordenador do NPJ e professor do IESB Marcelo Holanda.

Segundo Holanda, a tecnologia é capaz de analisar os termos-chave do processo e buscar na internet documentos, artigos e julgamentos anteriores que tratam do mesmo tema. Dessa forma, o tempo gasto com pesquisas é bastante reduzido, já que não será necessário folhear dezenas de volumes manualmente.

“Essa é uma forma ultramoderna de pensar o Direito junto com as tecnologias que estão à nossa disposição”, conta Holanda. “A transferência dos processos para um formato digital não só evita um desgaste da natureza – já que o consumo de papel diminui drasticamente – mas também torna as ações mais céleres. O assistido pelo Núcleo sabe que o seu problema será resolvido rapidamente dentro dos parâmetros legais”, continua.

Para os estudantes a graduação, o contato com as novas tecnologias os prepara para o mercado de trabalho, já que grande parte dos escritórios de advocacia e tribunais possuem processos digitalizados e ferramentas de automação.

“A forma de pensar uma ação usando as tecnologias é diferenciada. Você reduz um tempo de pesquisa que pode ser usado para outras formulações dentro do processo. Não há como fugir dessa modernidade”, finaliza Holanda.

Fonte: Jornal Contábil

COMPARTILHAR
VEJA TAMBÉM
_113967234_hi031081850

Em resposta ao ChatGPT, Google planeja lançar 20 projetos de inteligência artificial em 2023

A empresa queria ir devagar, mas a ameaça externa da OpenAI acelerou o planos
Captura de tela 2023-01-27 094937

Cinco tendências de tech e ESG apresentadas em Davos

Diversidade e inclusão foram alguns dos principais destaques do relatório sobre o cenário atual do mercado global de tecnologia, lançado durante o Fórum Econômico Mundial
Captura de tela 2023-01-27 094517

“Não há falta de dinheiro para startups”, diz cofundador da Liga Ventures

Guilherme Massa explica que os desafios têm relação com um tempo maior de decisão dos investidores baseado no momento econômico e na busca por retorno
Face recognition AR hologram screen  smart technology

O chat GPT: o que o novo oráculo de delfos tem a dizer aos advogados?

O grande diferencial da ferramenta, como toda ferramenta tecnológica inovadora, será no modo como é utilizada para extrair os benefícios da mesma.
EMPRESAS ALIADAS

Receba nossa Newsletter

Nossas novidades direto em sua caixa de entrada.