IA e a privacidade de dados: fazer escolhas no mundo digital é um direito de todos

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SOUTH BY SOUTHWEST (SXSW) (FOTO: ÉPOCA NEGÓCIOS)

Quem esteve no SXSW 2019, em Austin, pode verificar que a tendência daqui para frente é utilizar a Inteligência Artificial (AI) para tudo

Quem esteve no SXSW 2019, em Austin, pode verificar que a tendência daqui para frente é utilizar a Inteligência Artificial(AI) para tudo: marketing, logística, carros autônomos, energia, toda a nossa vida tem sido impactada pela AI.

Cada vez que acessamos plataformas, ferramentas de buscas e de voz, somos direcionados para outras páginas pela característica do nosso comportamento na Internet. A todo momento surgem propagandas, recomendações de cliques ou anúncios para induzir o usuário a comprar algo que a rede já identificou que é do interesse dele.

Entretanto, tudo isso acaba tirando a opção de livre escolha e, de repente, o internauta perde o direito de acessar algo na hora em que ele quer, da maneira que ele quer. Diante disso, o que se discute hoje é a necessidade de criação de uma “Inteligência Artificial Pessoal” para negociar com algoritmos de pesquisa, sites de notícias, redes sociais e outros o acesso àquilo que é do nosso interesse, proporcionando autonomia e direito de escolha.

Infelizmente, essa tecnologia ainda não existe, mas cada vez mais as pessoas exigem privacidade de seus dados. Cada um quer definir se quer ou não que o Google (ou outros) faça a leitura dos seus gostos pessoais e comportamentos na Internet. Para que isso aconteça, no entanto, uma “Inteligência Artificial Pessoal” precisa negociar com a outra, que já existe e quer captar os dados.

Por exemplo, se eu estiver procurando um carro para comprar, eu vou definir que a minha inteligência artificial negocie com a AI do Google para me mostrar anúncios de veículos da minha preferência, apenas quando eu quiser, na hora que eu quiser e essas informações não vão mais ficar pipocando a todo momento na tela do meu computador, smartphone e demais plataformas de acesso.

Atualmente, é tudo muito arbitrário. Precisamos ter o direito de escolher se queremos dividir ou não os dados do cartão de crédito com os estabelecimentos de compra, ou o material genético com o laboratório, e acredito que cedo ou tarde isso será uma realidade no nosso dia a dia.

Por Flávio Pripas, Corporate Venture Officer da Redpoint eventures.
Fonte: Época Negócios.

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