Guia pet friendly: como transformar sua empresa para receber os bichinhos

Durante a pandemia, seus donos se apegaram a eles e, com isso, empresas estão se adaptando para receber os bichos de estimação nos escritórios.
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Imagem: Forbes (reprodução)

Texto original de Martina Colafemina, publicado pela Forbes

Durante a pandemia, os pets foram companheiros de quem adotou o home office como base. Dois anos depois, a visão das empresas sobre a vida dos funcionários mudou e incluiu espaço para bichos de estimação na rotina do escritório.

A pesquisa Pets at Work, feita pela Nestlé Purina, mostrou que, entre os millennials, 41% escolheria uma empresa pet friendly em detrimento de outra que não lidam bem com cachorros circulando nos corredores. Para a geração, o benefício é mais importante do que ter seguro saúde (39%). Na última semana, a Nestlé passou a receber os pets em todos os andares do escritório de São Paulo. Os animais devem estar inscritos previamente no programa e há um limite de dez por andar.

A Mars, companhia que detém marcas como Pedigree e Whiskas, foi a pioneira em aceitar os pets no escritório no Brasil. Uma pesquisa da organização identificou que houve um aumento de 2,8% de cachorros e 3,6% de gatos em lares brasileiros durante a pandemia.

Caju é um dos pets da agência de relações públicas Fala HUB. O escritório em São Paulo passou a receber os animais quando uma das funcionárias teve dificuldade em se separar do filhote que adotou durante o isolamento social  Thais Coralo, head de pessoas da empresa diz que a colaboração entre as pessoas aumentou com a chegada dos pets.

A startup Get Ninjas fez uma pesquisa interna e descobriu que 63% dos funcionários tinham animais de estimação. “Os pets estão ganhando mais espaço nos lares e também ocuparão, naturalmente, espaço no mundo corporativo”, diz Andréia Girardini, diretora de pessoas e cultura da startup. Durante a pandemia, os donos dos pets tinham um canal próprio dentro da comunicação online, o Ninja Pets. O canal era o maior meio de descontração e integração entre os funcionários na época. Girardini da interação e leva sempre que pode seu cachorro, Willy, para o escritório.

Como se adaptar aos pets


Alimentação e limpeza
A Purina construiu uma cartilha para que outras empresas saibam o que fazer na hora de flexibilizar o espaço para os pets. Quanto à higiene, eles indicam que os animais não entrem em cantinas. Eles também recomendam espaços alternativos para os colaboradores que têm alergia ou que não possam ter contato com animais possam ficar. Tudo deve ser bem sinalizado. A limpeza fica sob responsabilidade dos donos. Os cães e gatos devem estar desparasitados e vermifugados antes de ter acesso ao escritório. A Mars segue os mesmos critérios que a Nestlé para a alimentação e a limpeza.

Organização do ambiente
É importante que o animal esteja acostumado a ambientes com muitas pessoas e a ir para a rua. O ideal é que os donos agendem as visitas previamente para não acontecer acidentes entre cães e gatos. Na Mars, por exemplo, os animais devem ficar o tempo todo de coleira. 

Acessórios e rotina dos animais
Na Fala Criativa, os tutores levam os brinquedos, acessórios e petiscos favoritos dos animais. Os passeios entre um compromisso e outros também são liberados. “Quando chego no escritório, deixo as coisas na mesa e vou dar uma voltinha e também passeamos na hora do almoço.”, diz Domingues.

Benefícios e plano de saúde
O Get Ninjas oferece um “suporte à adoção”. Quando um funcionário leva um novo pet para casa, a startup envia um kit com brinquedos, snacks, coleira e outros acessórios. Eles também têm direito a um convênio em parceria com a Meu Pet Club que cobre desde exames até hotelzinho. 

Atenção com aparelhos e janelas
Limite o acesso dos pets a locais com cabos de energia e outros aparelhos que possam causar acidentes. Corredores estreitos e janelas baixas também são áreas de risco. Coloque telas de proteção em todas as janelas, mesmo naquelas em que os pets não teriam acesso fácil.

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