Esqueça o Metaverso se você ainda não possui os três pilares da inovação em seu escritório ou departamento jurídico

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Esqueça o Metaverso se você ainda não possui os três pilares da inovação em seu escritório ou departamento jurídico
Imagem: Pixabay

Texto original de Daniel Marques, publicado por Fenalaw

A sua mediocridade lhe acompanhará no Metaverso se você não seguir esse conselho. Estamos próximos do auge da 4a. Rev Industrial. A fusão entre as tecnologias de realidade virtual, blockchain e inteligência artificial está criando uma nova camada na realidade: o Metaverso.

O Metaverso é muito mais do que uma imersão total dentro do digital, mas a completa fusão entre mundo físico e mundo virtual. Pensar que o físico é o real e o mundo digital não, significa mergulhar numa escuridão epistemológica.

O virtual é tão real quanto o físico. É uma nova camada da realidade que impacta e transforma o mundo físico. Nele, temos transações financeiras, relacionamentos, consumo e a criação de uma nova econômica e sociedade que vai além da compra de roupas para os avatares.

No entanto, se você não fez o feijão com o arroz em seu escritório, o Metaverso será mais uma desculpa para você se distrair em relação à aquilo que importa: a criação de uma cultura de inovação jurídica que permita colocar seu cliente como centro; e a utilização de ferramentas de gestão e tecnologia que escalará sua advocacia.

Toda inovação passa por três elementos essenciais: pessoas, processos e tecnologia. São camadas interconectadas que se auto complementam e auto influenciam. Melhorando um dos componentes, estará impactando positivamente nos outros.

Querer comprar um terreno no Metaverso para montar seu escritório virtual não resolverá seus problemas. Ao contrário, sem uma cultura de inovação jurídica irá aumentá-los. Não existe pior solução para um processo ruim do que automatizá-lo. Você só escalará seus problemas. Se seu atendimento é ruim, se você não possui um mecanismo de gestão que permita ouvir e atender as necessidades de seus clientes, se sua liderança não está focada em promover seus colaboradores permitindo que talentos se desenvolvam de maneira autônoma. Você levará para o Metaverso a sua mediocridade. Não importa onde estamos, sempre levaremos a nós mesmos a todos os lugares.

O PPT (pessoas, processos e tecnologia) são três elementos essenciais se você quer avançar e liderar na advocacia dentro do contexto da 4a. Revolução Industrial. Eles unidos fazem parte de uma Gestão Jurídica 4.0.

Esqueçam planejamentos gigantescos e detalhados que nunca saem do papel. Parem com reuniões que duram horas e que tem como único fruto injetar litros de café na corrente sanguínea. Mude seu modelo de gestão hierarquizada que só gera “turnover” em seu time . Abandonem a mentalidade centralizadora e de domínio onde todas as decisões devem passar por um grupo reduzido de sócios. Isso não é uma gestão jurídica, isso é escravidão jurídica.

Se você decide sobre quem contrata até a marca do café que terá em seu escritório, algo de muito errado está acontecendo na sua gestão. Se você não consegue atrair e reter talentos, mesmo pagando melhores salários e benefícios é porque a sua cultura e propósito estão desconectados da realidade atual.

Estamos vivendo a 4a. Revolução Industrial, mas a cultura, os processos e utilização da tecnologia na advocacia ainda estão fundamentadas nas práticas existentes na 1a. Rev. Industrial. São mais de 250 anos de atraso.

A inovação é o novo mármore. O novo perfil de advogado é aquele que coloca o ser humano como centro do processo jurídico, que busca soluções inteligentes para resolver os problemas de seus clientes permitindo que eles façam parte da construção da solução, é aquele que cria pontes entre os clientes e negócios através de um networking sadio.

Nos próximos meses, estarei dando dicas concretas sobre os primeiros passos para você inovar em seu escritório e departamento num método que batizei de Gestão Jurídica 4.0. Você poderá aplicar no dia a dia da sua advocacia as melhores práticas que fizeram pequenas empresas de tecnologia escalarem de tal modo, que saíram de uma simples garagem e com poucos recursos e hoje em dia oferecem suas soluções em todo mundo. E sem dúvidas, falarei muito sobre como as Lawtechs, startups jurídicas, podem ajudar você nesse processo.

Daniel Marques (Presidente da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), CEO da Openfy, Advogado, Mestre em Filosofia da Ciência e Ética em Roma, MBA em Gestão Empresarial na FGV, Doutorando em Direito na UERJ com foco Regulação de Novas Tecnologias, Inteligência Artificial, Metaverso e Ética, Especialista em Inovação Jurídica e Gestão Jurídica 4.0)

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