Cofundador da Apple lança startup de criptomoedas com foco em eficiência energética

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Não é só a alta volatilidade que pesa contra as criptomoedas. As moedas virtuais também não têm boa reputação quando o assunto é meio ambiente, pois exigem uma atividade que consome muita energia. De olho nisso, Steve Wozniak, cofundador da Apple, fundou uma startup de criptomoedas que tem o propósito de reduzir indiretamente – ou até mesmo eliminar – esse passivo das moedas virtuais.

A WOZX, lançada pela empresa de crowdfunding de eficiência energética Efforce, dá aos titulares o direito a uma parte dos lucros de projetos de eficiência energética em todo o mundo. Wozniak diz que essa abordagem de crowdfunding permitirá que qualquer pessoa invista no mercado de eficiência energética, hoje avaliado em US$ 250 bilhões.

A proposta parece ter animado os investidores privados, que já investiram US$ 18 milhões na WOZX, segundo o portal Quartz. Nos primeiros dias de negociação pública, ela disparou de 22 centavos de dólar por token em 2 de dezembro para mais de US$ 1,50 apenas cinco dias depois.

Quando alguém compra a WOZX, está comprando um proxy para uma participação em um projeto de eficiência energética – normalmente atualizações de infraestrutura, como luzes LED ou geradores de energia mais eficientes. As empresas de serviços de energia registram seus projetos na Efforce, que avalia o investimento necessário e redige um contrato que define os retornos esperados.

Esses projetos são então financiados por investidores que compram a criptomoeda WOZX. Assim que as atualizações são feitas, os medidores inteligentes registram a economia de energia produzida com essa atualização. Os dados são automaticamente distribuídos para as contas dos titulares do WOZX como “créditos de energia”, que podem ser usados para compensar contas de eletricidade ou ser vendidos de volta à Efforce em troca de dinheiro.

Esse processo é necessário, segundo o portal Quartz, porque os compradores do WOZX não são investidores credenciados aos olhos dos órgãos reguladores. No momento, os créditos de compensação de concessionárias são reconhecidos apenas por certas concessionárias italianas, dando aos detentores o direito de compensar sua própria conta. A Efforce alega que o número de concessionárias aumentará no futuro.

Isso significa que, para a maioria das pessoas, os retornos do WOZX virão da venda de seus créditos ou da valorização do token ao longo do tempo. Segundo Andrea Castiglione, cofundadora da Efforce, projetos de economia de energia normalmente geram retornos em torno de 20%. Ela prevê que os investidores poderão colher metade desses retornos. “Podemos dizer que o retorno do investimento é previsível, mas há alguns riscos envolvidos”, disse ele ao Quartz, citando os riscos do projeto e o valor do próprio token.

Esse risco dependerá também dos tipos de projetos que a Efforce optar por registrar e avaliar. Castiglione diz que a Efforce cuidará dos primeiros 20 projetos, começando no primeiro trimestre de 2021 – a empresa-mãe da Efforce, vale dizer, é uma empresa de serviços de energia licenciada. Os dois primeiros projetos em fase de prospecção são uma usina industrial de eletricidade, aquecimento e resfriamento na Itália e um complexo hoteleiro na Riviera Francesa. A Efforce então abrirá sua plataforma para 30 parceiros da indústria de serviços de energia.

Se o projeto for bem-sucedido, segundo a Efforce, o mercado de eficiência energética verá um grande influxo de novos investimentos de pessoas físicas – e o mundo verá reduções rápidas no crescimento das emissões globais.

Fonte: Época Negócios

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