Pesquisar
Close this search box.

#AB2LNAMÍDIA Presidente, Bruno Feigelson, falou sobre tecnologia e direito para à Revista LIDE

Publicado em
advocacia4.0

O relatório Justiça em Números 2017, que traz os dados mais recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que o número de processos em tramitação não para de crescer. Já são 109 milhões de processos tramitando no sistema judiciário– 29,4 milhões novos e 80 milhões já existentes. Por outro lado, segundo o último levantamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), há cerca de 1 milhão de advogados no País, número muito inferior à quantidade de casos pendentes e que ingressam no Judiciário ano a ano. Para dar conta desse grande volume de informações, as soluções tecnológicas são o
recurso óbvio para maior agilidade e menores custos.

A Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) foi criada em julho com objetivo de criar um ambiente propício ao desenvolvimento de tecnologias para o segmento por meio de startups especializadas, as chamadas lawtechs ou legaltechs. “Acho que a tecnologia é fundamental.

Os advogados precisam se adaptar às inovacões, diz Bruno Feigelson, presidente da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs

Resultado de imagem para bruno feigelsonO mercado jurídico está sendo impactado de duas formas. Os advogados estão sendo desafiados a contribuir com essa mudança tecnológica e ela está sendo inserida cada vez mais no cotidiano deles. O advogado 4.0 usa uma série de plataformas tecnológicas
para potencializar seu trabalho e evitar atividades repetitivas”, explica
Bruno Feigelson, presidente da AB2L e sócio do escritório Lima Feigelson Advogados.

A AB2L possui 80 lawtechs associadas. Porém Feigelson estimaque o universo de jovens empresas, ao todo, seja de aproximadamente 200. “Acredito que aumentaremos a base de lawtechs aqui na AB2L cerca de quatro vezes até o fim do ano. Isso sem contar escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. A boa recepção do mercado estimula isso”, complementa.

“O Brasil é o melhor mercado porque concentra o maior número de processos ajuizados”, afirma Melissa Felipe Grava, sócia e cofundadora da Mediação Online (MOL), empresa fundada em 2015 e primeira plataforma 100% online do Brasil para solução extrajudicial de conflitos por meio da mediação. A MOL foi uma das 36 companhias selecionadas, este ano, para o 500 Startups, programa de aceleração e fundo de venture capital americano com sede em São Francisco, nos Estados Unidos. Ela utiliza software próprio que acompanha todo o processo, até a assinatura do contrato. E há grandes bancos brasileiros usando seus serviços para resolver conflitos com empresas ou pessoas físicas – a MOL revelou que esses clientes são Itaú e Banco do Brasil. “Nossa proposta, além de cortar custos diretos e indiretos, remunera os mediadores”, explica Grava. Quem também faz parte desse universo é Marcos Speca, um dos fundadores da Legal Insights, plataforma de serviços analíticos e inteligência artificial (IA). “O segmento, hoje, passa por uma transformação digital. Mesmo existindo várias empresas e lawtechs, o foco ainda está muito no escritó- rio de advocacia, o que faz que exista uma oportunidade para atender às empresas e o departamento jurídico corporativo”, comenta. Criada este ano, ela já venceu a 2a edição do Demo Day Ahead, programa de aceleração fruto da parceria entre a Startup Farm, maior aceleradora da América Latina, e a Visa. Além disso, conquistou o Magazine Luiza, seu primeiro cliente, quando ainda estava na fase de protótipo. “Eles estão usando a plataforma desde fevereiro, e em poucos meses reduziram em 48% os custos médios para demandas trabalhistas e 28% para demandas de consumidor .”

Há consenso de que as soluções tecnológicas não vão substituir os advogados, mas inovar em relação a procedimentos antigos que já não encontram mais lugar em ambientes de constante mudança. “Mais do que uma revolução tecnológica, estamos vendo uma revolução cultural. Infelizmente, o ambiente jurídico é muito tradicional. É preciso mudar o modo de pensar. Os advogados estão com a cabeça do século 20 e têm que vir para o século 21. O ambiente jurídico precisa ser mais saudável, mais salutar e a sociedade precisa de advogados mais conectados à nova realidade”, diz Feigelson.

 

Confira a edição completa da revista

COMPARTILHAR
VEJA TAMBÉM
web-summit

Web Summit Rio: a força do empreendedorismo e da tecnologia

O Web Summit Rio nos mostrou que a ativação de grandes eventos como esse trouxe também benefícios intangíveis para nos estimular na capacidade de perceber novamente a partir do acesso àquilo que não conhecíamos e, com isso, o país só tem a ganhar
1_ticiano-36284834

Ticiano Gadêlha: Entre a lei e a inovação

A Lei Complementar nº 182, de 2021, conhecida como Marco Legal das Startups, é um exemplo de como o país busca fomentar o ecossistema de inovação, oferecendo um ambiente regulatório mais flexível e adaptado às peculiaridades dessas empresas
201021flavia11

B3 desenvolve plataforma para transações secundárias de startups

Infraestrutura será vendida em modelo white label para companhias de crowdfunding
tatiana coutinho

Ambientes Jurídicos mais Inclusivos: Uma Reflexão sobre Diversidade e Inclusão no Direito

Tatiana Coutinho, Associada à AB2L, recebe destaque no artigo "Ambientes Jurídicos mais Inclusivos: Uma Reflexão sobre Diversidade e Inclusão no Direito", do site Ela Jurista!
EMPRESAS ALIADAS E MANTENEDORAS

Receba nossa Newsletter

Nossas novidades direto em sua caixa de entrada.